EU e A COR
Lembro-me do meu primeiro livro de bolso a cores, o da catequese. Fascinaram-me as cores impressas. Décadas depois, tive pela primeira vez o contacto com uma cor que vi em fotografias por inúmeras vezes e comentava-s
e na história egípcia, refiro-me ao azul muito brilhante usado pelos egípcios, foi e é a cor que mais me fascinou ao vê-la ao vivo num sarcófago do Museu Nacional de Arqueologia, em Belém.
Desde então, incutiu-se naturalmente em mim, a tentação constante de pintar ou ilustrar com cores “exclusivas”, o reconhecimento de qualquer artista plástico, neste caso a pintura, tentamos criar um estilo pessoal associado com as cores que nos identifica mais.
Esta noção de identificarmo-nos através das cores, tive-a anos depois, estava de visita numa exposição colectiva de pintura, e surgem uns quadros que me chamaram atenção, eu conhecia aquelas cores e nunca tinha visto aqueles quadros, lembrou-me alguém, ao verificar o nome do pintor, fiquei admirado comigo mesmo, os quadros eram da minha ex-mulher. Na altura, não a contactava há mais de 10 anos.
